Você sabia que os termos “Desvio Fonético” e “Desvio Fonológico” foram substituídos por uma nomenclatura mais ampla e atualizada? Hoje, usamos o termo “Transtorno dos Sons da Fala” para abranger essas alterações. Apesar dessa mudança na fonoaudiologia, ainda utilizo o termo “desvio” para facilitar a explicação sobre as diferenças entre dificuldades de origem fonética e fonológica.
Mas o que isso significa na prática?
- O desvio fonético ocorre quando há uma dificuldade devido à alterações neurogênicas (apraxia, disartria, etc) ou músculos-esqueletais (musculares, ósseas, fissuras labiopalatinas, etc) (Zorzi, 2008) na articulação dos sons. Em algumas situações, a pessoa sabe como o som deveria sair, mas tem dificuldade em produzi-lo corretamente por questões musculares ou de coordenação da fala.
- Já o desvio fonológico está ligado à forma como os sons são percebidos e organizados no cérebro. A criança ou adulto têm ausência de qualquer alterações detectáveis, que justifiquem essas dificuldades.
Para acelerar os resultados em casos de desvios fonológicos, muitas vezes trabalhamos também com exercícios musculares específicos. Isso porque, quando a língua ganha mais força e controle, torna-se mais fácil posicioná-la corretamente para pronunciar os sons de forma clara e precisa.
Se você ou alguém próximo tem dificuldades na fala, buscar uma avaliação fonoaudiológica é o primeiro passo para entender as causas e encontrar a melhor abordagem para o tratamento. A comunicação tem um impacto direto na vida pessoal e profissional, e pequenas mudanças podem trazer grandes resultados!
